terça-feira, 6 de março de 2012

Sagas e coleções

Gosto de ler desde que tinha 10, 11 anos de idade. Comecei lendo a Coleção Vaga-Lume da Editora Ática, a Veredas da Moderna, depois comecei a procurar outras coisas. Na verdade, foram essas coleções que me fizeram gostar de ler e dos livros. Foi ali que eles começaram a se tornar meus objetos de desejo - e ainda são.
Apesar de não tão distante, a visão editorial sobre a literatura infantojuvenil na época da minha infância era diferente da de hoje (e muitos creditam Harry Potter por isso). Atualmente, acredita-se, as crianças leem livros maiores e leem mais. O próprio mercado de livros para crianças e jovens realmente cresceu e tem crescido bastante no Brasil. Percebo isso porque continuo preferindo ler livros para o público infantojuvenil e porque trabalho na área editorial.
Não sei se foi realmente Harry Potter que levou os editores no Brasil a perceber que crianças poderiam ler livros com mais de 100 páginas (é só ver as mencionadas coleções das quais eu tanto gostava). No entanto, acredito ter sido essa saga um dos motivos para surgirem tantas outras atualmente. As coleções de livros sempre existiram, mas agora o comum é encontrar sagas de diversos volumes com uma só história.
Não as acho um fenômeno ruim, afinal, é possível desenvolver a narrativa e os personagens com mais cuidado, mais detalhes. No entanto, trata-se claramente de uma questão financeira para as editoras. Eu mesma coleciono diversas sagas, e fico ansiosa para o próximo volume quando aprecio o livro.
As sagas que estou acompanhando atualmente (comprando e/ou lendo):

- Harper Connelly Mysteries
- Como treinar seu dragão
- Crônicas das trevas antigas
- A pedra esculpida...
- Riley Bloom
- Ulysses Moore
- Pegasus
- Túneis...
- Noturno...
- As irmãs Grimm
- O enigma do oito...
- Dezesseis Luas...
- Septimus Heap
- A mediadora
- O guia do mochileiro das galáxias
- Jogos mortais...
- The 39 clues
- Coração de tinta...
- As chaves do reino
- A chave de Rondo...
- Fallen
- os Kane (Rick Riordan)
- Hush, Hush
- Os imortais
- Amanhã
- Beijada por um anjo
- Deusa do mar...
- Mortal Engines
- As crônicas de gelo e fogo
- As brumas de Avalon
- Cidade dos Ossos...
- Escuridão...
- Irmandade da Adaga Negra
- Calafrio
- Firelight
- O herói perdido...
- Sally (Philip Pullman)
- Eragon
- Diário de um banana
- O único e eterno rei (T. H. White)
- Diários do Vampiro

Li os livros das Desventuras em Série, Crônicas de Spiderwick, Molly Moon, Scott Pilgrim, Wake/Fade/Gone, Percy Jackson, Harry Potter, Crônicas de Nárnia. Ufa! Acho que ainda dá pra render muito texto pela frente. :) Disposição e vontade eu tenho, só falta tempo...
Até a próxima.

sexta-feira, 2 de março de 2012

A Invenção de Hugo Cabret

Eu não poderia deixar de falar sobre Hugo. Adorei o livro de Brian Selznick quando li e fiquei feliz quando o filme de Martins Scorsese passou a concorrer a vários Oscar.
Para quem não leu (e não sabe o que está perdendo), o livro tem uma estrutura interessante e diferente: intercala ilustrações lindas - que utilizam linguagem cinematográfica - com textos. As ilustrações não estão lá somente para ilustrar o texto, elas constroem a história tanto quanto as palavras. Isso cria um ritmo gostoso na leitura e não consegui largar o livro até terminá-lo.
O livro é uma linda homenagem a Georges Méliès. Lembro-me de ter visto um filme dele quando fazia uma disciplina de História do Audiovisual na ECA e tinha ideia da importância deste cineasta para a história do cinema. O filme de Scorcese consegue reproduzir essa homenagem, e lindamente.
O filme Hugo não é para crianças, embora os pequenos possam apreciá-lo. O livro é considerado infantojuvenil, mas para mim, assim como o filme, é para todas as idades. Ambos são muito sensíveis e lindos, remetem a um sentimento de perda e nostalgia que me deixaram emocionadas. Mas não sei o que eu teria pensado do filme se não tivesse lido o livro antes e me apaixonado por ele. Se alguém vai assistir pensando em uma aventura infantil, creio que se decepcione.

Filme x livro
Em geral, me interesso por um livro quando vejo um filme bom baseado nele, ou vice-versa. Há muita gente que não gosta das adaptações, mas eu realmente acho interessante ver e ler e comparar como um texto foi relido por um cineasta. Em muitos casos - ou na maioria das vezes - prefiro o livro ao filme, e muitas vezes me decepcionei com o segundo. Mas também já tive boas surpresas ao ver os cenários e personagens descritos em palavras mostrados na tela do cinema.
No caso de Hugo, a fotografia é realmente linda. Os efeitos 3D (já que o filme foi feito com câmeras 3D) são interessantes, ajudando a criar a atmosfera. E há as cenas dos filmes de Méliès, mais a recriação do que teria sido o cineasta trabalhando. Muito bom!
Neste caso não sei dizer se prefiro o filme ou o livro. Creio que ainda prefira o livro, pois foi ele quem me fez ter interesse no filme. Mas adoro cinema - apesar de não entender nada sobre o tema - e Scorsese me cativou nesta obra. Há algumas mudanças nos personagens e no enredo, mas sempre ocorrem. Por exemplo, Isabelle se entende de cara com Hugo no filme, o que demora um pouco mais na obra de Selznick. E o que aconteceu com o caderninho de Hugo no filme?
O que ficou estranho no Brasil foi que usaram o mesmo título no filme do que é no livro: A Invenção de Hugo Cabret. No entanto, o filme não fala da invenção final de Hugo, e acho que o filme poderia ter se chamado só Hugo mesmo, como no original.
Enfim, creio que esta tenha sido uma das adaptações de livros para o cinema que mais me agradaram. Recomendo ambos!
 

quinta-feira, 1 de março de 2012

Inaugurando o blog

Há tempos pensava em criar um blog, no entanto, a correria do dia a dia nunca permitiu. Além disso, apesar de eu ser uma usuária constante da internet e gostar de aparelhos eletrônicos, nunca soube exatamente o que faria com um blog. Bom, ainda não sei, mas ultimamente a vontade de escrever tem voltado à minha vida, e decidi que extravasaria por aqui.
Não vou fazer deste espaço um diário pessoal, porque isso não interessaria a ninguém. Minha vida são meu namorado, minha família, meu cão, meu trabalho, meus livros e meus gadgets. Não tenho pretensões de que alguém leia este blog, realmente, mas talvez os últimos itens sejam interessantes de ser discutidos. Portanto, tentarei escrever sobre os livros lidos e comprados, e talvez sobre os eletrônicos que estão ao meu redor. Não são poucos, aliás: o namorado tem PSP, PS3, Xbox 360, Wii, iPad, Galaxy Tab de dois tamanhos; eu tenho 3DS, iPad2, iPhone 4, câmeras Nikon D90 e D5000. Sei que nomeei o blog de Leitora Solitária, mas não gosto só de livros.

Falando em livros...
Livros são meus grandes objetos de desejo. Não gosto de roupas, sapatos, maquiagem, essas tranqueiras todas. Troco tudo por livros, e fazer compras pra mim significa visitar livrarias. Gosto de procurar as novidades e faço isso diariamente através dos sites. Às vezes também me permito alguma extravagância e compro livros mais raros de Arte e História. Ao longo de uns sete anos, juntei cerca de 500 bons livros sobre esses temas. Uso-os para meu trabalho, mas me sinto bem quando paro diante das prateleiras para observá-los, folheá-los, admirá-los.
Infelizmente meu trabalho e estudos tomam bastante tempo e não consigo ler tanto quanto gostaria. Aliás, tanto quanto compro. Há uns anos tenho compulsão por comprar livros, e ano passado foi o ápice. Comprei livros quase toda semana e sempre mais de um por compra. Atualmente tenho mais de 300 livros nas estantes para ler, vários deles ainda no plástico. Mas acho que será legal registrar aqui minhas leituras e impressões sobre os livros.